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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Todos os pódios dos pilotos brasileiros na Fórmula 1.

Dando continuidade a série iniciada neste link: Parte 1 hoje apresentamos a parte 2 dos pódios dos pilotos brasileiros na categoria máxima do automobilismo, a qual vamos chamar de "Era Senna".

Como dito na parte 1 desta série, temos como objetivo trazer aos leitores o levantamento de todos os pódios conquistados pelos pilotos brasileiros na categoria máxima do automobilismo mundial.

Na primeira parte terminamos com o pódio de Ayrton Senna, com sua Lotus Honda, conquistado no GP do Japão de 1987, corrida que deu o tricampeonato à Nelson Piquet.

Ayrton Senna: F1 1987 - Portugal, San Marino e Japão (Fotos)
GP do Japão de 1987 - Último pódio de Ayrton Senna pela Lotus

O inicial desta segunda parte traz o recorte que marca a ferrenha disputa entre os companheiros de McLaren, Ayrton Senna e Alain Prost, biênio em que Senna conseguiu 14 vitórias e 04 segundos lugares. Contamos ainda com três terceiras posições de Nelson Piquet, com sua Lotus #1, além do único pódio de Maurício Gugelmin, justamente no último GP Brasil disputado no Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

McLaren quase derrubou Senna em 1988 | Blog Voando Baixo ...
GP do Japão de 1988 - Primeiro Campeonato Mundial de Ayrton Senna

Do 103º ao 122º pódio brasileiro:
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Nesse segundo recorte trazemos os anos de 1990/91, que marcam o segundo e terceiro títulos de Ayrton Senna, com 13 vitórias, além de 05 segundas e 05 terceiras posições. Ocorreram ainda os últimos pódios de Nelson Piquet na categoria, agora pela Benetton, sendo 03 vitórias, 01 segundo e 03 terceiros lugares, além do único pódio de Roberto Pupo Moreno, no GP do Japão de 1990, um segundo lugar, que acabou por marcar a última dobradinha brasileira na Fórmula 1, com a vitória de Piquet, ambos correndo pela Benetton.

O GP da Bélgica de 1991 foi o último em que tivemos os dois tricampeões juntos no pódio, p1 para Senna, p3 para Piquet.

Solta o Grito! • BP • Boletim do Paddock
GP do Japão de 1990 - Dobradinha Nelson Piquet e Roberto Moreno

Do 123º ao 148º pódio brasileiro:

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Agora veremos os últimos pódios de Senna na Fórmula 1, em 1992/93, com 08 vitórias, e os primeiros pódios de Rubens Barrichello, nos anos de 1994 (01), 1995 (01), ambos com a Jordan, 1997 (01), e 1999 (03), esses quatro últimos já com a Stwart.

Há 20 anos, Barrichello conquistava a única pole da Stewart na F1
GP da Europa de 1999 - Os dois pilotos da Stwart no pódio, vitória de Hebert.

Do 149º ao 168º pódio brasileiro:
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quinta-feira, 26 de março de 2020

Todos os pódios dos pilotos brasileiros na Fórmula 1.

Parte 1:

Nesta série que se inicia, temos como objetivo trazer aos leitores o levantamento de todos os pódios conquistados pelos pilotos brasileiros na categoria máxima do automobilismo mundial, e a primeira aparição de um tupiniquim entre os três primeiros colocados de uma corrida de Fórmula 1, ocorreu no GP dos Estados Unidos de 1970, quando Emerson Fittipaldi conquistou a vitória com a Lotus, substituindo o austríaco Jochen Rindt, falecido no GP da Itália, em Monza, e que, com a vitória do brasileiro, sagrou-se o único campeão post mortem da categoria.

Pin en F115 Best Recked images | Race cars, Racing, F1 crash
Acidente fatal de Jochen Rindt

Foto do dia: Emerson e Watkins Glen – 1970 | Fórmula Total
Primeira vitória de Emerson Fittipaldi - GP dos EUA de 1970

Os 21 primeiros pódios brasileiros:
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Nesse segundo grupo de pódios temos a ocorrência da primeira dobradinha brasileira na Fórmula 1, e para a alegria dos nacionais ocorreu justamente no GP do Brasil de 1975, mas não liderada pelo bicampeão Emerson Fittipaldi, como seria de se esperar, que acabou ficando com a segundo posição, 5.790 segundos atrás do compatriota José Carlos Pace, que venceu, pela primeira vez, com sua Brabham Ford número 8, o seu segundo pódio na categoria. Marca também os três pódios da equipe Coopersuca Fittipaldi, um com Keke Rosberg, na Argentina/1980, e dois com Emerson, no Rio de Janeiro em 1978 e em Long Beach/1980, corrida a qual, marcou também, a primeira vitória de Nelson Piquet na categoria.

Do 22º ao 43º pódio brasileiro:
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GP DO BRASIL 75 | A VITÓRIA DE PACE E A 1ª DOBRADINHA BRASILEIRA ...
GP do Brasil de 1975

Brasil-1978: Jacarepaguá delira com pódio de Emerson | Contos da ...EUA Oeste-1980: rito de passagem marca último pódio de Rato ...
GP do Brasil de 1978 e de Long Beach de 1980.

Esse próximo seguimento traz os pódios quer marcaram o bicampeonato de Nelson Piquet, dentre eles, nove vitórias do carioca, destacando também o terceiro lugar no GP da África do Sul de 1983, que lhe garantiu o segundo título. Apresenta ainda os três primeiros pódios de Ayrton Senna na categoria, todos no ano de 1984, conquistados com a pequena equipe Toleman, inclusive o controverso GP de Mônaco daquele ano, vencido por Alain Prost. 

Do 44º ao 67º pódio brasileiro:
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Na Garagem: Piquet termina GP da África do Sul em terceiro e ...3 de Junho de 1984: 1º Pódio de Ayrton Senna - Efemérides - Aquela ...
GP da África do Sul de 1983 e GP de Mônaco de 1984.

O recorte agora apresentado marca o tricampeonato de Nelson Piquet, assim como a era Lotus na carreira de Ayrton Senna, na qual temos 06 vitórias, sendo duas em cada um dos três anos na equipe de Colin Chapman. O período marca também as dobradinhas dos tricampeões, no GP do Brasil, Alemanha e Hungria, todos em 1986, esse ainda, o da considerada melhor ultrapassagem de todos os tempos, além das ocorridas nos GP´s de Mônaco, EUA, Hungria e Itália, no ano de 1987.

Curiosamente, na temporada de 1986, somente no GP da Áustria não tivemos um dos brasileiros no pódio, já em 1987, tal fato ocorreu em três corridas.

Do 68º ao 102º pódio brasileiro:
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Há 30 anos: Piquet, Senna e a bandeira | Blog Voando Baixo ...Piquet ataca Senna: "piloto horrível que sempre foi sujo na carreira"
A lendária ultrapassagem de Piquet sobre Senna completa 30 anos ...
Cores meramente ilustrativas - Fotos: Reprodução de internet

terça-feira, 24 de março de 2020

A origem da Ferrari 27, da Williams 5 e da Lotus 12, os números icônicos da Fórmula 1.

Algumas equipes da Fórmula 1 ficaram marcadas na história da categoria por ter ostentado um determinado número num de seus carros, é o caso, por exemplo, da Ferrari 27, usada por Gilles Villeneuve nos anos de 1981/82 e por Michele Alboreto nos anos de 1984-88, entre outros pilotos. Na mesma linha temos a icônica Lotus 12 de Ayrton Senna, 1985-87, e a Williams 5, de Nigel Mansell, 1985-88 e 1991/92.

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Mas nem sempre essas equipes utilizaram tais números icônicos, e originariamente, na verdade, tais números pertenciam a outras equipes da Fórmula 1, como o #27, por exemplo, que também marcou a história da Williams, pois foi com esse número que a equipe inglesa conquistou o seu primeiro campeonato de pilotos, com Alan Jones, em 1980.

Segundo nossos levantamentos, em 1973 surgiu a primeira organização do número dos carros das equipes, mas ainda com alguma confusão, por ser permitido que as equipes corressem com três carros, vejamos abaixo:


Em 1974, essa organização, atribuindo os números para as equipes, foi mais efetiva, pois se utilizou como critério a classificação do campeonato de construtores do ano anterior, e se acabou com a permissão das equipes terem três carros, mas foi mantida a autorização para que continuasse tendo equipes correndo com apenas um carro, vejamos:


Registre-se que os números 22/23 seriam da equipe Tecno, mas ela não participou da temporada de 1974 e os números 24 e 26/27 ficaram para as duas novas equipes.

A partir desse critério adotado em 1974, vemos a consolidação da Tyrrel com os números 3 & 4, da Lotus com o 5 & 6, da Brabham com o 7 & 8 e da Ferrari como 11 & 12, por exemplo, cenário que se seguiu até 1978, como no recorte a seguir:


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No período compreendido entre 1979 e 1984 vemos a Williams nos dois primeiros anos com os números 27 & 28 e depois alternando-se entre 1 & 2, em razão dos campeonatos de pilotos conquistados e o 5 & 6. Durante todo este período, a McLaren, a Renault e a Ligier, ostentaram, respectivamente, os números 7 & 8, 15 & 16, e 25 & 26.

Já a tradicional equipe Lotus só não usou o 11 & 12 no ano de 1979, em razão do campeonato conquistado em 1978, e a partir de 1980 pintou tais números em seus carros, algo parecido com a Alfa Romeo, que se estabeleceu com os #22 & 23 a partir desse mesmo ano.

O ano de 1981 marcou a entrada dos números 27 & 28 na história da Ferrari, em razão de ter cedido os #1 & 2 para a Williams, equipe teve o piloto campeão do ano anterior, e que ostentava os 27 & 28 em seus carros, vide a seguir:


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No recorte compreendido entre 1985 e 1992 vemos, claramente, que a maioria das equipes tem a sua numeração fixada, e as menores foram se encaixando nos números vagos. O curioso nessa fase, é o fato de que somente em dois anos, 1988 e 1990, a McLaren deixou de utilizar os números 1 & 2, cedendo-os, respectivamente, à Lotus e a Ferrari, equipes que tiveram a honra de ostentar o número do campeão, sem ter sido campeãs, mas sim, porque em ambos os casos, os pilotos campeões, Nelson Piquet (1987) e Alains Prost (1989), se transferiram para as mesmas.



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O lapso temporal de 1993 à 1995 marca o fim da tradicional regra de numeração que marcou época na Fórmula 1, e da qual eu, particularmente, mais gosto e me identifico, onde os números eram fixos das equipes, excetuando-se, claro, a questão da troca do piloto campeão, que as vezes provocava uma mexida maior ou diferente, como no caso da Ferrari de 1979/1980 e 81, e no caso da Williams de 1980/1981 e 82.

Na maioria das vezes acabava por ocorrer uma simples troca de numeração entre duas equipes, como ocorrido de 1989/1990 e 1991 (McLaren/Ferrari/McLaren), até no pitoresco caso de 1987/1988 e 1989 (Lotus/McLaren/Lotus), no caso da troca do #1 & 2 pelos #11 e 12, pois o #1 poderia ter ido para a Williams, mas acabou na equipe de Colin Chapman, pelos motivos já ditos, mais acima.

Nos dois primeiros anos desse triênio, curiosamente, nós vimos presente o #0 nos carros da equipe Williams, bicampeã, sempre com o piloto Damon Hill, pelo fato dos campeões de 1992 (Nigel Mansell) e 1993 (Alain Prost), terem se retirado da categoria.

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Infelizmente, a partir de 1996, outra reorganização foi aplicada na categoria, e a numeração dos carros passou a seguir a classificação alcançada pelas equipes, no campeonato de construtores do ano anterior, e assim, em 1996, a numeração seguiu a classificação de 1995, excetuando-se, claro, o piloto campeão, que continuou com a honraria de ostentar o #1, que nesse ano de 1996, transferiu-se da Benetton para a Ferrari, junto com o então, bicampeão, Michael Schumacher.

Tal condição na distribuição dos números dos carros da Fórmula 1 perdurou até 2013, vez que, no ano de 2014, a categoria passou a possibilitar aos pilotos que os mesmos escolhessem seus números, permanecendo o #1 restrito ao campeão, o qual foi utilizado por Sebastian Vettel em 2014, a última vez que o mesmo deu as caras na categoria, pois Lewis Hamilton não abriu mão de utilizar o seu #44, e Nico Rosberg, campeão de 2016, não defendeu seu título, e se aposentou das competições automobilísticas.

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Cores meramente ilustrativas
Fotos: Reprodução de internet

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O quarto elemento do quarteto fantástico da Fórmula 1.

Não é segredo para ninguém que a década de 1980 é tida, por grande parte dos fãs do automobilismo, como a grande década da Fórmula 1, pois no transcorrer da mesma tivemos pilotos incríveis, duelando curva a curva, e disputando as vitórias nos mais variados circuitos mundo a fora. 

Dentre esses, merecem destaque os campeões Alain Prost, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Nigel Mansell, Nick Lauda e Keke Rosberg, além de termos tido ainda, antes da chegada do Senna, pilotos como Gilles Villeneuve e Alan Jones, ou seja, foram vários pilotos de inegável talento que passaram pela categoria na mesma época.


Dos grandes pilotos acima mencionados, podemos dizer que quatro gozam de um prestígio maior com os fãs da Fórmula 1,  o francês Alain Prost, os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, e o inglês Nigel Mansell.



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É justamente sobre aquele que alcançou menos títulos dentre os quatro que vamos falar nesse post, o "Leão", que apesar de só ter ganho o título de 1992, deixou sua marca na Fórmula 1.

Nigel Mansell começou na categoria como piloto de testes da Lotus, em 1980, mas em razão da velocidade que demonstrava nos testes, conseguiu disputar dois GP´s naquele ano, Áustria e Holanda, além de não ter conseguido se classificar para o GP da Itália.


No ano seguinte, 1981, tornou-se titular da tradicional equipe britânica, substituindo ninguém menos do que o campeão de 1978, o estadunidense Mario Andretti, que se transferiu para Alfa Romeo. No final da temporada terminou na 14ª colocação do campeonato, com 08 pontos, ficando arás de seu companheiro de equipe, Elio de Angelis, que somou 14 pontos, e conquistou o oitavo posto na tabela de classificação.



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O Leão permaneceu na equipe Lotus até 1984, sempre ao lado do italiano De Angelis, tendo conseguido seu primeiro pódio no GP do Brasil de 1982, o segundo no GP da Europa de 1983, e mais dois no ano de 1984, ano em que também conseguiu a sua primeira pole, no GP dos Estados Unidos, circuito de Dallas, largando ao lado do companheiro de equipe, aliais, coincidentemente essa é a mesma prova na qual Mansell teve sofreu com uma pane seca na sua Lotus e tentou empurrar seu carro até a linha de chegada, desmaiando na pista.


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Infelizmente Nigel se despediu do lindo carro negro e dourado JPS sem conseguir uma vitória, e na temporada de 1985 transferiu-se para equipe Williams, para correr ao lado de Keke Rosberg, e nessa primeira temporada, a coisa se repetiu, pois mais uma vez viu seu companheiro de equipe terminar no terceiro lugar do campeonato, como ocorrerá com De Angelis no ano anterior, mas ao menos, conseguiu suas duas primeiras vitórias, no GP da Europa e da África do Sul, esta, numa dobradinha com seu companheiro de equipe, além de ter largado da pole nesta corrida, sua segunda na carreira.


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E foi no ano de 1986 que o "Red Five" mostrou suas garras pela primeira vez, vencendo cinco corridas e disputando o título até a última prova com o seu novo companheiro de equipe, o até então bicampeão Nelson Piquet, que venceu quatro etapas, e com Alain Prost, que defendia o caneco com sua McLaren Porshe TAG #1, que igualmente venceu quatro provas, inclusive a última, o GP da Austrália, a qual Mansell, já na parte final, teve o pneu traseiro esquerdo de sua Williams Honda estourado, e com isso, foram minadas as suas chances do sonhado campeonato.


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Em 1987 a batalha se repetiu, mas mesmo vencendo seis corridas na temporada, seu record pessoal até então, Mansell não conseguiu vencer o campeonato, ficando a conquista com o brasileiro Nelson Piquet, com uma prova de antecedência, no GP do Japão, em razão de um acidente sofrido pelo Leão, nos treinos, que lhe impediu de participar da corrida.


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1988 foi um ano para o inglês esquecer, pois a Williams foi abandonada pela Honda, que agora passava a equipar a McLaren, e por isso foi empurrada pelo fraco motor Judd, que possibilitou ao inglês, apenas, a conquista de dois segundos lugares.

Mesmo com o fraco desempenho na temporada de 88, as brigas pelo título nos anos anteriores abriram as portas da Ferrari para Mansell, e este então se transferiu para equipe de Maranello, para correr ao lado de Gerhard Berger, vencendo no GP Brasil, sua corrida de estréia, mas além deste triunfo, só conseguiu vencer novamente na Hungria, obtendo ainda dois segundos lugares e igual número de terceiros lugares, na temporada.


Em 1990 Nigel Mansell passou a receber menos atenção da equipe italiana, vez que havia se integrado ao time, ninguém menos do que o tricampeão Alain Prost, que inclusive ostentava o #1 em seu bólido, em razão do campeonato vencido no ano anterior com a McLaren. O Francês conseguiu cinco vitórias, ficando com o vice-campeonato, já o inglês obteve apenas uma vitória.



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Magoado com a Ferrari, Nigel Mansell buscou abrigo na equipe em que havia vivido o seus dias de glória, regressando para a Williams, que há dois anos desenvolvia o casamento com o motor Renault, e esse trio amoroso mostrou-se promissor a partir da metade da temporada de 1991, pois o Red Five venceu cinco provas, e chegou ao seu terceiro vice-campeonato.

Tão promissora a união ocorrida no ano anterior que na temporada de 1992 o Leão não foi páreo para ninguém, pilotando a Williams Renault FW14B, o "carro de outro mundo", com suspensão independente e inteligente e câmbio automático, venceu nove corridas na temporada, marcou 14 poles position, e somou 108 pontos, todas as marcas recordes até aquela temporada, e com tudo isso, com seis provas de antecedência, sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1



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Mesmo com o campeonato conquistado com tamanha antecedência, e com tantos recordes, a Williams contratou Alain Prost para a temporada de 1993. Com isso, Mansell sentiu-se muito desprestigiado pela equipe, e preferiu mudar de ares, deixando a Fórmula 1 e disputando a Fórmula Indy nas temporadas 93 e 94. Curioso registrar que com a ausência do Leão na temporada de 93, foi a primeira vez que vimos o carro #0 na categoria, pilotado por Damon Hill. 

Após a morte de Ayrton Senna, e com o desempenho abaixo do esperado do escocês David Coulthard, Nigel voltou à categoria, correndo pela Williams as três últimas etapas da temporada de 1994, vencendo o GP da Austrália, sua última vitória na carreira.



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Em 1995 Mansell se aventurou com a McLaren Mercedes, primeiro ano da parceria da eqipe inglesa com a fornecedora de motores alemã, mas como o carro era muito apertado para o talento do Leão, correu apenas os GP´s de San Marino (terminando em 10º) e da Espanha (não completado), se ausentando, por definitivo, da categoria máxima do automobilismo.


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Nigel Mansell não teve o mesmo talento e conquistas dos outros três adversários mais ferrenhos, mas marcou a sua passagem pela Fórmula 1, com o título de 1992, três vices, 31 vitórias, 59 pódios, e 32 poles, em 190 corridas disputadas, além de ter nos proporcionado momentos que fugiram da rotina, como o desmaio acima citado, ter sentado na pista, extenuado, na  derrota de Mônaco 92, ter tirado Senna de uma corrida já estando desclassificado da prova, meter a cabeça na base de uma passarela de concreto, e comemorar antes de ganhar o GP do Canadá de 91, deixando o carro morrer, dando de presente para Piquet, sua última vitória na categoria.


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Como não ser fã deste piloto?

Fonte de todas as fotos: Reprodução de internet.