terça-feira, 24 de março de 2020

A origem da Ferrari 27, da Williams 5 e da Lotus 12, os números icônicos da Fórmula 1.

Algumas equipes da Fórmula 1 ficaram marcadas na história da categoria por ter ostentado um determinado número num de seus carros, é o caso, por exemplo, da Ferrari 27, usada por Gilles Villeneuve nos anos de 1981/82 e por Michele Alboreto nos anos de 1984-88, entre outros pilotos. Na mesma linha temos a icônica Lotus 12 de Ayrton Senna, 1985-87, e a Williams 5, de Nigel Mansell, 1985-88 e 1991/92.

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Mas nem sempre essas equipes utilizaram tais números icônicos, e originariamente, na verdade, tais números pertenciam a outras equipes da Fórmula 1, como o #27, por exemplo, que também marcou a história da Williams, pois foi com esse número que a equipe inglesa conquistou o seu primeiro campeonato de pilotos, com Alan Jones, em 1980.

Segundo nossos levantamentos, em 1973 surgiu a primeira organização do número dos carros das equipes, mas ainda com alguma confusão, por ser permitido que as equipes corressem com três carros, vejamos abaixo:


Em 1974, essa organização, atribuindo os números para as equipes, foi mais efetiva, pois se utilizou como critério a classificação do campeonato de construtores do ano anterior, e se acabou com a permissão das equipes terem três carros, mas foi mantida a autorização para que continuasse tendo equipes correndo com apenas um carro, vejamos:


Registre-se que os números 22/23 seriam da equipe Tecno, mas ela não participou da temporada de 1974 e os números 24 e 26/27 ficaram para as duas novas equipes.

A partir desse critério adotado em 1974, vemos a consolidação da Tyrrel com os números 3 & 4, da Lotus com o 5 & 6, da Brabham com o 7 & 8 e da Ferrari como 11 & 12, por exemplo, cenário que se seguiu até 1978, como no recorte a seguir:


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No período compreendido entre 1979 e 1984 vemos a Williams nos dois primeiros anos com os números 27 & 28 e depois alternando-se entre 1 & 2, em razão dos campeonatos de pilotos conquistados e o 5 & 6. Durante todo este período, a McLaren, a Renault e a Ligier, ostentaram, respectivamente, os números 7 & 8, 15 & 16, e 25 & 26.

Já a tradicional equipe Lotus só não usou o 11 & 12 no ano de 1979, em razão do campeonato conquistado em 1978, e a partir de 1980 pintou tais números em seus carros, algo parecido com a Alfa Romeo, que se estabeleceu com os #22 & 23 a partir desse mesmo ano.

O ano de 1981 marcou a entrada dos números 27 & 28 na história da Ferrari, em razão de ter cedido os #1 & 2 para a Williams, equipe teve o piloto campeão do ano anterior, e que ostentava os 27 & 28 em seus carros, vide a seguir:


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No recorte compreendido entre 1985 e 1992 vemos, claramente, que a maioria das equipes tem a sua numeração fixada, e as menores foram se encaixando nos números vagos. O curioso nessa fase, é o fato de que somente em dois anos, 1988 e 1990, a McLaren deixou de utilizar os números 1 & 2, cedendo-os, respectivamente, à Lotus e a Ferrari, equipes que tiveram a honra de ostentar o número do campeão, sem ter sido campeãs, mas sim, porque em ambos os casos, os pilotos campeões, Nelson Piquet (1987) e Alains Prost (1989), se transferiram para as mesmas.



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O lapso temporal de 1993 à 1995 marca o fim da tradicional regra de numeração que marcou época na Fórmula 1, e da qual eu, particularmente, mais gosto e me identifico, onde os números eram fixos das equipes, excetuando-se, claro, a questão da troca do piloto campeão, que as vezes provocava uma mexida maior ou diferente, como no caso da Ferrari de 1979/1980 e 81, e no caso da Williams de 1980/1981 e 82.

Na maioria das vezes acabava por ocorrer uma simples troca de numeração entre duas equipes, como ocorrido de 1989/1990 e 1991 (McLaren/Ferrari/McLaren), até no pitoresco caso de 1987/1988 e 1989 (Lotus/McLaren/Lotus), no caso da troca do #1 & 2 pelos #11 e 12, pois o #1 poderia ter ido para a Williams, mas acabou na equipe de Colin Chapman, pelos motivos já ditos, mais acima.

Nos dois primeiros anos desse triênio, curiosamente, nós vimos presente o #0 nos carros da equipe Williams, bicampeã, sempre com o piloto Damon Hill, pelo fato dos campeões de 1992 (Nigel Mansell) e 1993 (Alain Prost), terem se retirado da categoria.

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Infelizmente, a partir de 1996, outra reorganização foi aplicada na categoria, e a numeração dos carros passou a seguir a classificação alcançada pelas equipes, no campeonato de construtores do ano anterior, e assim, em 1996, a numeração seguiu a classificação de 1995, excetuando-se, claro, o piloto campeão, que continuou com a honraria de ostentar o #1, que nesse ano de 1996, transferiu-se da Benetton para a Ferrari, junto com o então, bicampeão, Michael Schumacher.

Tal condição na distribuição dos números dos carros da Fórmula 1 perdurou até 2013, vez que, no ano de 2014, a categoria passou a possibilitar aos pilotos que os mesmos escolhessem seus números, permanecendo o #1 restrito ao campeão, o qual foi utilizado por Sebastian Vettel em 2014, a última vez que o mesmo deu as caras na categoria, pois Lewis Hamilton não abriu mão de utilizar o seu #44, e Nico Rosberg, campeão de 2016, não defendeu seu título, e se aposentou das competições automobilísticas.

Clique na imagem para ampliar.

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Cores meramente ilustrativas
Fotos: Reprodução de internet

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