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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Nico Hülkenberg alcança o tão sonhado pódio na Fórmula 1

Nico Hülkenberg estreou na Fórmula 1 em 2010 e passou pelas equipes Williams, Force India, Renault e Haas, mas foi pela pequena Sauber que até então detinha 27 pódios na categoria, sendo o último com Kamui Kobayashi, no GP do Japão de 2012, com a qual o piloto alemão conseguiu alcançar o tão sonhado pódio. 

Numa atuação sensacional no GP da Inglaterra, no circuito de Silverstone, no qual Nico largou em 19º após uma corrida com pista molhada e estratégia perfeita, terminou na terceira posição após conseguir manter a diferença para Lewis Hamilton com sua Ferrari.


Com isso, Hülkenberg estabeleceu o recorde absoluto de maior número de corridas até o primeiro pódio na história da Fórmula 1.

Pilotos que mais demoraram para chegar ao pódio


Nico havia conseguido terminar na quarta posição em três corridas da Fórmula 1 ao longo de sua carreira, nos GPs da Bélgica em 2012 pela Force India, da Coreia do Sul em 2013 com a Sauber, e novamente da Bélgica em 2016, também pela Force India.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

O mago Adrian Newey se junta a Aston Martin F1.

Nesta última terça-feira (10/09), a maior categoria do automobilismo presenciou o anúncio da Aston Martin, o qual, confirmou a chegada de Adrian Newey ao time de Fórmula 1.

Embora Newey tenha recebido muitas propostas no grid da F1, um elemento se destacou como muito importante, pois para ele é algo que se aplica a toda a sua carreira, a entrada num projeto no início de sua jornada.

Na Williams, McLaren e Red Bull, ele se juntou às equipes durante as fases de construção e ajudou a levá-las à glória no campeonato mundial, o Mago não se juntou a essas equipes quando já estavam no auge, sendo inegável no mundo do automobilismo que o engenheiro e projetista foi peça-chave para torná-las ainda mais competitivas, e principalmente, vitoriosas em sua passagem.

A nova oportunidade de levar outro novo projeto adiante foi uma grande motivação, e o fato de se sentir parte de um grande projeto o entusiasmou.

Quando subiu ao palco pela primeira vez em Silverstone, para sua apresentação, Newey deu uma resposta simples de uma palavra sobre o motivo de ter escolhido a Aston Martin: "Lawrence".

Mas não foram apenas a personalidade e a ambição de Lawrance que conquistaram Newey. Houve outro elemento importante que foi mencionado várias vezes: o fato de Stroll ser um proprietário de equipe da velha guarda.

Assim como Newey se inspirou e prosperou em contato direto com Dietrich Mateschitz na Red Bull, Ron Dennis na McLaren e Frank Williams na Williams, ele também vê um pouco da história se repetindo com um chefe que não é apenas um patrão, mas um proprietário de equipe altamente ativo no time.

Fica a pergunta: Será que vale a pena o Felipe Drugovich continuar como reserva da Aston Martin?

Chance de grande evolução a equipe tem, será que ele poderá fazer parte desse futuro ao lado dos Strolls e de Newey?

Fonte parcial: https://motorsport.uol.com.br/


Abaixo os triunfos do mago Adrian Newey na Fórmula 1:

domingo, 12 de setembro de 2021

Daniel Ricciardo vence GP da Itália e McLaren faz dobradinha.

O GP da Itália que foi disputado nesse domingo, 12/09, acabou por ser um dia de grande festa para a equipe McLaren, pois nem no mais feliz sonho de qualquer de seus integrantes, ele imaginaria que sairia deste final de semana de corrida com uma dobradinha, ou seja, com os dois lugares mais altos do pódio.

A equipe britânica não vencia à nove anos, desde o GP do Brasil de 2012, com Jenson Button, e não conseguia um segundo lugar desde GP da Austrália de 2014, com Kevin Magnussen, em ambas ocasiões, quando ainda corria com o motor Mercedes, algo que retornou a acontecer somente esse ano, após algumas temporadas utilizando os motores Honda e Renault, por três anos cada.

Já uma dobradinha, a McLaren não conseguia desde o GP do Canadá de 2010, com Lewis Hamilton vencendo e Jenson Button em segundo, aliais, foram três naquela temporada, Turquia e China foram as outras duas, e nessa última mencionada, a única com o heptacampeão atrás do campeão de 2009. 

Daniel Ricciardo, que conquistou a sua oitava vitória, por sua vez, não chegava em primeiro numa prova, desde Mônaco/2018, ainda pela RedBull, equipe da qual se despediu no final daquela temporada, para então se juntar à Renault, pela qual correu em 2019 e 2020, juntando-se a McLaren nesta temporada.


O circuito de Monza já trouxe bons ares para o piloto australiano desde a corrida sprit, que valeu como disputa para o grid de largada, da qual, após a punição recebida por Bottas, em virtude de troca de componentes do motor, Daniel herdou a segunda posição do grid, na primeira fila, feito que não alcançava desde o GP México de 2018, quando marcou a sua segunda pole naquela temporada.

Apesar da adaptação difícil que Ricciardo vinha demonstrando na McLaren, com o quarto lugar na falaciosa "corrida" da Bélgica e agora essa vitória, em conjunto com o bom desempenho que Norris vem alcançando, parecem nos mostrar que a escolha pela nova equipe, para esse ano, dessa vez, foi um movimento acertado do "sorrisão".

Resultado do

Essa foi a 48ª dobradinha da McLaren, vejamos:

A ordem apresentada não é exatamente a mesma de ocorrência, pois há agrupamento de cada dupla, com relação a supremacia de um piloto sobre o outro.
Cores meramente ilustrativas.

A Ferrari possui 84 dobradinhas, a Mercedes 58 e a Williams 33.

Fotos: Reprodução de internet

sábado, 19 de setembro de 2020

Ferrari tem quase 24% de vitórias em suas 1000 corridas na Fórmula 1.

E finalizando as publicações sobre as 1000 provas disputadas pela Ferrari na Fórmula 1, iniciadas  aqui nesse link, nesse último post vamos registrar as vitórias da equipe rossa na categoria.

Como veremos na planilha abaixo, podemos destacar o incrível número de 72 triunfos alcançado por Michael Schumacher pela equipe, o que por si, mesmo sem somadas as outras vitórias do alemão, já seria o recorde de toda categoria, na época em que foi alcançado, 2006, e que  teria perdurado por muitos anos, vez que, até hoje, somente Hamilton tem um número de vitórias maior. 


Assim como ocorre com as poles, Nick Lauda também é o segundo que mais vezes chegou na posição de honra pela Ferrari, e isso ocorreu em 15 corridas, e Sebastian Vettel vem em terceiro, com apenas uma vitória a menos que o austríaco.

Infelizmente para os tifosi, o momento da equipe de Maranello não é dos melhores, pois não vence desde o GP Cingapura do ano passado, aliais, ocasião em que marcou a sua última dobradinha, e na atual temporada somente conquistou dois pódios, ambos com  Charles Leclerc.

Diferente do que muitos podem pensar, a atual fase vivida pela Ferrari não é algo inédito em sua história, pois foram muitos os anos em que a equipe não conseguiu vencer, por exemplo 2014 e 2016, além do hiato vivido nas temporadas de 1991/92/93, tendo ocorrido, inclusive, anos até sem pódios, como em 1973 e 1980, este último, ano em que defendia tanto o título de construtores como o de pilotos.

Vejam todas a vitórias da Ferrari na Fórmula 1:





Vejam todas as dobradinhas da Ferrari na Fórmula 1:

Cores meramente ilustrativas!
Fotos: Reprodução de internet.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Ferrari mais de 200 poles em 1000 corridas.

No último grande prêmio de Fórmula 1, disputado no circuito de Mugello, na Itália, a icônica equipe Ferrari marcou a sua milésima participação na categoria, sem dúvida uma marca histórica, e que levaremos muito tempo para vermos outra equipe alcançar.

E para destacar esse feito histórico, resolvemos fazer um levantamento e divulgação de todas as poles e vitórias da equipe do "cavalo rompante", nesses 70 anos.

Nesse primeiro post vamos registrar as poles, como veremos na planilha abaixo, e da mesma, podemos destacar o incrível número alcançado por Michael Schumacher, 58 poles pela equipe. Lauda é o segundo que mais vezes largou da posição de honra pela Ferrari, e isso ocorreu em 23 corridas, e Felipe Massa está em terceiro, com 15 poles.



Vejam todas a poles da Ferrari na Fórmula 1:


Cores meramente ilustrativas!
Fotos: Reprodução de ineternet.

domingo, 6 de setembro de 2020

Pierre Gasly vence o GP da Itália com a Alphatauri.

Num resultado capaz de quebrar as casas de apostas, Pierre Gasly levou a equipe satélite da Red Bull a sua segunda vitória na Fórmula 1, coincidentemente, como coisas que só os Deuses do esporte sabem explicar, a primeira havia sido no mesmo circuito de Monza, em 2008, com Sebastian Vettel, ainda quando a equipe se chamava Toro Rosso.

Apesar da matriarca ser austríaca, a AlphaTauri é italiana e foi montada com a compra da antiga equipe Minardi, de onde, inclusive advém sua sede, na Itália, e assim, apesar dá péssima fase vivida pela Ferrari e pelas equipes que utilizam o seu motor, acabamos por ouvir o hino italiano em Monza.

Além de marcar apenas a segunda vitória da equipe subsidiária dos energéticos, o feito de Gasly trouxe a França ao topo do pódio da Fórmula 1, pois desde o GP de Mônaco de 1996 um piloto francês não vencia uma corrida na categoria, e na ocasião o triunfo coube à Olivier Panis.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre, texto que diz "1996 GAULOISES MALICO GA SUVOES parmalat Heino HONDA -0.0- HOND ALPHATAUR 2020"

O GP da Itália foi um dos melhores nos últimos anos, mas graças a duas entradas do carro de segurança, na segunda, inclusive, chegamos a ver a prova ser interrompida por bandeira vermelha, em razão de uma forte colisão da Ferrari de Charles Leclerc contra a barreira de pneus, na curva parabólica. O monegasco nada sofreu.

Depois de recolhida a Ferrari destruída e arrumada a barreira de pneus, vimos algo que já era prometido fazia anos, mas que nunca ocorria, a relargada parada, a partir do grid, o que deu ainda mais emoção à parte final da prova, pois Stroll, que estava em segundo, largou mal, e perdeu várias posições, uma pena, pois lhe bastaria manter a segunda posição para que herdasse a liderança de Lewis Hamilton, que foi obrigado a pagar um stop and go, por ter entrado nos boxes quando o mesmo estava fechado. Pierre, que largava da terceira posição, nada teve com isso, passou para segundo, e depois para primeiro, com a parada do inglês.

Carlos Sainz e Lance Stroll se recuperaram da relargada confusa, tentaram alcançar Gasly nas voltas finais mas não conseguiram, e tiveram que se contentar com a segunda e terceira posições, respectivamente, também o segundo pódio de ambos na categoria, e o outro pódio do espanhol foi junto com o vencedor da vez.

Com a tão sonhada vitória, Gasly conquista o seu segundo pódio, o primeiro ocorreu no GP Brasil do ano passado, um segundo lugar, com a Toro Rosso, ambos depois de ter sido rebaixado da Red Bull, parece que o francês realmente conseguiu dar a volta por cima das adversidades encontradas na equipe mãe, resta saber se o piloto será novamente alçado para dividir o box com Verstappen, já que Albon vem tendo um desempenho claramente insatisfatório nas últimas corridas.

F1 Grand Prix of Italy

Veja o resultado final do GP da Itália:

Cores meramente ilustrativas

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Vejam os pódios da Toro Rosso / AlphaTauri


F1: Gasly, a jornada do herói

Classificação atual do campeonato:

Fotos: Reprodução de internet

domingo, 14 de junho de 2020

E SE? 2014/2015 - DUAS TEMPORADAS SEM MERCEDES.

Inspirado no post E SE? 1988 - UM ANO SEM MCLARENS de autoria de  Roberto Taborda e Sergio Milani, resolvemos fazer uma nova simulação, mas agora das duas primeiras temporadas da Fórmula 1, dominadas pela equipe Mercedes AMG, anos 2014 e 2015, com os pilotos Lewis Hamilton e Nico Rosberg, respectivamente campeão e vice em ambos os anos.

Como dito pelos autores da ideia original, "A história é escrita pelos vencedores", e não é a nossa intenção desconstituir tal fato, mas apenas fazermos o exercício: "E se?"

Vemos essas duas temporadas, como as que contaram com o maior domínio exercido pela Mercedes AMG, pois em ambas, os carros da equipe alemã só deixaram de vencer em três etapas, Canadá, Hungria e Bélgica, em 2014, e Malásia, Hungria e Cingapura, em 2015.

Na mesma toada, em ambos os anos, somente em seis ocasiões, um dos pilotos da equipe não ocupou o segundo lugar, tendo ocorrido, ainda, 11 dobradinhas em 2014 e 12 em 2015.

A guisa de comparação, em 2016, a Mercedes somente não venceu duas etapas, contudo, ficou fora da segunda posição em 13 corridas, marcando apenas 08 dobradinhas, isso numa temporada que contou com duas corridas a mais, 21 no total, contra 19 nas anteriores.

Efetivamente, ninguém nega que desde o início da nova era dos motores turbo, com unidade de recuperação de energia, a Mercedes tem amplo domínio sobre as demais equipes da categoria, mas achamos que seria legal verificarmos como teria sido os campeonatos de 2014 e 2015 sem a participação da equipe da estrela.

F1 W05 Hybrid

Temporada de 2014:

Neste ano, na temporada real, tivemos 03 vencedores, pois além da dupla da Mercedes tivemos apenas Daniel Ricciardo, pela RedBull, como vencedor, nas três corridas que não foram vencidas pelas flechas de prata: Canadá, Hungria e Bélgica.

Já na temporada revisada, sem os pilotos das Mercedes, teríamos o fantástico número de 07 vencedores diferentes:  Daniel Ricciardo (06), Bottas (04), Alonso (na China), Vettel (03), Felipe Massa (03), Magnussen (na Austrália), e Sérgio Perez (no Barein). Registre-se, que durante parte da temporada Fernando Alonso teria liderado, e sairia empatado com Ricciardo do GP da Áustria, ambos com 119 pontos, e Bottas somente ultrapassaria o piloto espanhol após o GP da Rússia.

Para alegria de todos, nessa nossa hipótese, o alemão Nico Hulkenberg conseguiria seus três primeiros pódios na categoria, todos terceiros lugares.

No resultado final, teríamos Daniel Ricciardo campeão, com 300 pontos, Valtteri Bottas vice, com 255 pontos e Fernando Alonso em terceiro, com 237 pontos.

Resultado do campeonato de 2014 sem as Mercedes:

Como vemos na planilha acima, somente Esteban Gutiérrez, da Sauber e Kamui Kobayashi, da Caterham, não pontuariam nessa temporada de 2014 sem as Mercedes.

2014 CANADA GP: DANIEL RICCIARDO SCORES MAIDEN WIN - FORMULA 1

No campeonato de construtores a RedBull seria a campeã com 530 pontos, a Williams seria vice com 435 pontos e a Ferrari ficaria na terceira posição, com 334 pontos.

Campeonato de construtores de 2014, sem as Mercedes:

Sem a participação da equipe Mercedes, todas as dez equipes pontuariam em 2014.

Temporada de 2015:

Como ocorrera em no ano anterior, em 2015 também só tivemos 03 vencedores na temporada real, pois além da dupla da Mercedes apenas Sebastian Vettel venceu na temporada, isso no seu primeiro ano de Ferrari, nas três corridas que não tiveram Hamilton ou Rosberg no degrau mais alto do pódio: Malásia, Hungria e Cingapura.

Já na temporada revisada, sem os pilotos das Mercedes, de modo diverso do ocorrido em 2014, teríamos um domínio avassalador de Sebastian Vettel, que venceria, nada menos do que 13 corridas, teria ainda, 02 segundos e 02 terceiros lugares, marcaria um ponto na Bélgica e somente não pontuaria no GP do México.

Kimi Raikkonen venceria as duas corridas corridas dos Emirados Árabes Unidos, a dupla da Williams venceria duas seguidas, no Canadá e na Áustria, respectivamente com Bottas e Massa, e Romain Grosjean venceria o GP da Bélgica.

Além da única vitória do francês, outros três fatos também merecem destaque, o primeiro seria o pódio de Felipe Nasr, no GP da Austrália, além do segundo lugar de Max Verstappen no GP dos EUA, e ainda, que Daniil Kvyat terminaria 10 pontos à frente de Ricciardo no campeonato, enquanto na temporada real a diferença foi de apenas 03 pontos, mas também com vantagem para o Russo.

Diferentemente de 2014, nesse cenário da temporada de 2015, Nico Hulkenberg passaria em branco, sem qualquer pódio, como na vida real.

No resultado final, teríamos Sebastian Vettel campeão, com 392 pontos, Kimi Raikkonen vice, com 219 pontos e Valtteri Bottas em terceiro, com 206 pontos.

Sebastian Vettel 2015 (With images) | Ferrari scuderia, Sebastian

Resultado do campeonato de 2015 sem as Mercedes:

No campeonato de construtores a Ferrari seria a grande campeã com 611 pontos, a Williams seria vice pelo segundo ano consecutivo, com 388 pontos e a RedBull ficaria na terceira posição, com 280 pontos.

Campeonato de Construtores de 2015, sem as Mercedes:

Sem a participação da equipe Mercedes, todas as nove equipes pontuariam em 2015.

Ferrari apresenta o novo carro para a temporada de 2015 da Fórmula ...
Fotos: Reprodução de internet

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Todos os pódios dos pilotos brasileiros na Fórmula 1.

Dando continuidade a série iniciada neste link: Parte 1 hoje apresentamos a parte 2 dos pódios dos pilotos brasileiros na categoria máxima do automobilismo, a qual vamos chamar de "Era Senna".

Como dito na parte 1 desta série, temos como objetivo trazer aos leitores o levantamento de todos os pódios conquistados pelos pilotos brasileiros na categoria máxima do automobilismo mundial.

Na primeira parte terminamos com o pódio de Ayrton Senna, com sua Lotus Honda, conquistado no GP do Japão de 1987, corrida que deu o tricampeonato à Nelson Piquet.

Ayrton Senna: F1 1987 - Portugal, San Marino e Japão (Fotos)
GP do Japão de 1987 - Último pódio de Ayrton Senna pela Lotus

O inicial desta segunda parte traz o recorte que marca a ferrenha disputa entre os companheiros de McLaren, Ayrton Senna e Alain Prost, biênio em que Senna conseguiu 14 vitórias e 04 segundos lugares. Contamos ainda com três terceiras posições de Nelson Piquet, com sua Lotus #1, além do único pódio de Maurício Gugelmin, justamente no último GP Brasil disputado no Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

McLaren quase derrubou Senna em 1988 | Blog Voando Baixo ...
GP do Japão de 1988 - Primeiro Campeonato Mundial de Ayrton Senna

Do 103º ao 122º pódio brasileiro:
Clique na imagem para ampliar.

Nesse segundo recorte trazemos os anos de 1990/91, que marcam o segundo e terceiro títulos de Ayrton Senna, com 13 vitórias, além de 05 segundas e 05 terceiras posições. Ocorreram ainda os últimos pódios de Nelson Piquet na categoria, agora pela Benetton, sendo 03 vitórias, 01 segundo e 03 terceiros lugares, além do único pódio de Roberto Pupo Moreno, no GP do Japão de 1990, um segundo lugar, que acabou por marcar a última dobradinha brasileira na Fórmula 1, com a vitória de Piquet, ambos correndo pela Benetton.

O GP da Bélgica de 1991 foi o último em que tivemos os dois tricampeões juntos no pódio, p1 para Senna, p3 para Piquet.

Solta o Grito! • BP • Boletim do Paddock
GP do Japão de 1990 - Dobradinha Nelson Piquet e Roberto Moreno

Do 123º ao 148º pódio brasileiro:

Clique na imagem para ampliar.

Agora veremos os últimos pódios de Senna na Fórmula 1, em 1992/93, com 08 vitórias, e os primeiros pódios de Rubens Barrichello, nos anos de 1994 (01), 1995 (01), ambos com a Jordan, 1997 (01), e 1999 (03), esses quatro últimos já com a Stwart.

Há 20 anos, Barrichello conquistava a única pole da Stewart na F1
GP da Europa de 1999 - Os dois pilotos da Stwart no pódio, vitória de Hebert.

Do 149º ao 168º pódio brasileiro:
Clique na imagem para ampliar.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Nova imagem do acidente fatal de Ayrton Senna - Ímola 1994.





Hoje, 03/06/2020, 26 anos depois do fato ocorrido, é a primeira vez que vejo esse vídeo, assisti mais de 10x o momento, da batida, e fica nítida a força do impacto, a sensação é muito mais forte do que a passada pelas imagens que eu conhecia até hoje, ressaltando que eu assistia a corrida no momento do acidente. 

A Williams sai reto como uma flecha, não resta a mínima dúvida sobre a quebra da barra de direção, se é que alguém ainda tinha essa dúvida.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

CARROS QUE AMAMOS: SHADOW DN5





A série "Carros que amamos" retorna ao F1Raiz e traz desta vez o imponente Shadow DN5. André Luiz Bonomini volta ao espaço para falar sobre este impactante carro.

***

LICENÇA POÉTICA: Shadow DN5 entre altos e baixos




Nas minhas primeiras pesquisas sobre a F1 dos anos 1970, e isso já vai pra mais de anos, me restringia por vezes as matérias publicadas pela Quatro Rodas sobre os melhores lances das corridas. Se a memória não me falhar, eram dois GPs por edição, isto quando a revista inchava e vinha, em anexo, um suplemento com ainda mais fotos dos GPs em destaque.

E sabe como é, uma pesquisa sempre é um mundo novo a ser descoberto. No caso da F1, era uma explosão de novos nomes, carros e pistas. Quem vai pensar eu, na minha inocência jovem daqueles tempos, que já teve corrida na Suécia ou numa pista mítica como Watkins Glen ou até mesmo nas elegantes curvas de Montjuich Park, a "Monaco do mediterrâneo", em Barcelona. Um deslumbre atrás do outro.

E entre tudo isso, claro que algumas coisas sempre chamam a atenção, entre o básico icônico - como os Brabham BT44 e as Ferrari 312T. Mas, nos grids setentistas, uma presença começava a me instigar a curiosidade. Uma equipe britânica com sangue americano, elegantemente trajada em preto e tendo ao volante um francês de pé pesado e um promissor galês: eis a Shadow.

Eu sei que o nariz-de-cera intimista que fiz já deu três parágrafos, mas vamos aos pequenos - e necessários - detalhes até chegar ao nosso bólido da vez: A Shadow tem uma história puramente setentista, daquelas equipes que nasceram, cresceram e morreram em uma década apenas e que, por isso, ao menciona-la sempre vem a clara mente a recordação dos anos 1970, do invencionismo e do romance ainda na moda.

Fundada em Northampton por Don Nichols (daí o DN do nome dos carros), o time correu na F1 entre 1973 e 1980, sendo nos três primeiros anos com licença americana por conta do seu fundador. Entrou no circo em 1973 ao mesmo tempo que escrevia a história no torneiro Can-Am americano, com protótipos elegantemente trajados de preto e ostentando a marca da UOP (Universal Oil Products), uma das mais conhecidas refinarias de derivados do petróleo do mundo.



Sua cor negra parou na F1 naquele 1973 tendo ao volante do DN1 o americano George Follmer, campeão de Can-Am no ano anterior, e o futuro desertor do time, Jacke Oliver. Ainda teve Brian Redman como um de seus pilotos durante o ano e Graham Hill (abaixo) como um de seus clientes, adquirindo um chassi DN1 para o começo de sua aventura como chefe do próprio nariz no mesmo ano.



Em 1974, o projeto do DN3 mostrou uma boa evolução e a dupla de pilotos, contando com o pé-de-chumbo Jean-Pierre Jarier e o americano Peter Revson, prometia muito para o ano. O francês iria se concentrar apeans na F1 enquanto Peter, herdeiro da famosa marca de cosméticos Revlon, deixava a Mclaren para buscar novos ares no time negro de Nichols.

No entanto, o baque da morte de Revson nos treinos para o GP da África do Sul daquele ano desestabilizou a equipe. Jarier foi guindado a posição de líder do time na pista, enquanto o segundo carro passou, algumas provas depois, para as mãos de um jovem galês com talento para mostrar em um time de verdade (ele correu com o caquético Token naquele ano): Tom Pryce.

De pontos, o ano foi bem magro. O melhor resultado foi um terceiro lugar no GP de Mônaco para Jarier, contando-se ainda um sexto lugar para Pryce no GP da Alemanha daquele ano. Para um time com estrutura e know-how, a Shadow podia ir muito mais além do que estes resultados modestos. O DN5 tinha que significar uma real evolução para um time que ainda carregava os carimbos de bons anos no Can-Am.

Outra vez, Nichols e seu projetista a tiracolo, Tony Southgate, iriam para uma temporada carregando a chance da evolução nas mãos. O novo carro era uma clara evolução do DN3, reparando erros dos projetos passados: correção na aerodinâmica e reequilíbrio do peso do carro. Esteticamente, poucas mudanças de linhas comparadas ao antecessor, e um livery que já virava marcante no grid, com seu UOP estampado agora acompanhado de um degradê em branco, amarelo e vermelho nas laterais.

O DN5 carregava novamente a esperança da consolidação, e o ano já começou no espanto. Jarier, de cara, já mostrou as credenciais do novo carro ao cravar a pole na Argentina. No entanto, um problema na volta de aquecimento arruinou a corrida do francês. No Brasil, Jean-Pierre repetiu a dose e partiu da pole na corrida que seria vencida por José Carlos Pace. Outra vez, o pé-de-chumbo foi vítima de um problema mecânico, dessa vez com o sistema de alimentação do combustível falhando.


Um momento de alento nestes revezes veio quando a temporada se voltou para a Europa e Tom Pryce, enfim, teve direito ao segundo DN5 pronto. Venceu a Race of Champions em Silverstone embaixo de chuva e já mostrava as credenciais do que podia fazer em um F1 para o mundo. Ele repetiria a dose de velocidade em Silverstone na prova "pra valer" do calendário, cravando a pole. No entanto, foi um dos envolvidos na carambola da Stowe na hora do pé-d'agua que caiu no aeroporto naquela que seria a última vitória de Emerson Fittipaldi na F1.



No geral o ano de 1975 estava até sendo melhor que o anterior para a Shadow, mas constantes problemas mecânicos "tolos" minaram o verdadeiro potencial do bólido. De bom mesmo, se é que dá pra se chamar de "bom", foi apenas o quarto lugar de Jarier no GP da Espanha, mas que valeria apenas metade dos pontos depois do gravíssimo acidente de Rolf Stommelen, que paralisou a corrida marcada pela falta de segurança em cada curva.

Antes que o ano acabasse, mesmo em meio aos problemas, o DN5 ainda receberia uma atualização que se seguiria até 1976, seu último ano nas pistas. No entanto, um marcante momento deste bólido foi nos GPs da Áustria e da Itália, quando o carro de Jarier recebeu motores 12 cilindros da Matra (abaixo), numa espécie de ensaio da marca francesa para os trabalhos com a Ligier no ano seguinte. 



A ideia exigiu mudanças no DN5, como um tanque de gasolina e um entre eixos mais comprido para acomodar o engenho. No geral, o carro - batizado nessa configuração de DN7 (foto abaixo) - ficou até mais bonito com o novo desenho, mas o desempenho do motor não ajudou muito, com resultados pífios nas duas corridas. A ideia para 1976 acabou descartada e a Matra se concentrou por completo na parceria com Guy Ligier para sua equipe na temporada seguinte.




A Shadow até começou 1976 com o DN5, já na sua configuração B, e chegou a assustar no GP do Brasil, onde os carros receberam até os adornos da mundialíssima marca de canetas BIC para a prova numa forma de compensar o fim da parceria com a UOP para a temporada, o que comprometeu demais suas finanças. 



Esta talvez seria a melhor aparição da Shadow com o já velho DN5. Jarier chegou a brigar pela ponta, mas acabou despistando-se da pista. Sobrou para Tom Pryce conseguiu o único pódio do carro, seu último pódio na F1 e o melhor resultado do time em 1976. Mais tarde, surgiria o DN8 em suas mãos enquanto Jarier continuaria com o velho DN5B, um ano complicado e nada mais para o time "sombra".

Uma história atribulada, mas que não tira o brilho icônico que ficou ao Shadow DN5, um carro que, se não foi vencedor, ao menos garantiu ao time anglo-americano um lugar especial entre os bólidos marcantes da década de 1970. Bonito, problemático, mas marcante, simples assim.